quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A vida secreta de escritor

Ideias que se transformam em palavras, que testam os nossos sentidos para além das frases, dos parágrafos. Lá se vai uma folha ao vento!
Depois a preferência da palavra, da frase pertence ao outro. Àquele que te lê e revira, através do texto, da fala podendo chegar a analisar e distorcer o discurso. Mas, tudo isso, extrapola as palavras ditas pelo escritor.
Um misto de prazer, inspiração, transpiração que cresce quando o escritor descarrega sua energia criadora na ponta da caneta, nas teclas de sua máquina de escrever. Essa criação pode ser provocada de inúmeras maneiras, uns dizem ser intuição, outros inspiração, com ou sem pesquisa, com ou sem pressão, autodisciplina que aperfeiçoa fluxo dos pensamentos, os movimentos dos dedos das mãos, o olhar, a busca… causando afetos e desafetos, em compassos variados, simples e complexos. Isso depende das associações que cada leitor de si mesmo e do outro pode fazer das coisas ditas do modo mais simples.
O autor e a obra, a obra que identifica o autor, o rastro de criação que chama, atrai o leitor numa relação afetiva própria do diálogo que se inaugura de algum modo. Uns se identificam com o estilo, outros pelos temas, mas seja qual for o interesse há um encontro quiçá marcado num tempo determinado para cada um e por caminhos com múltiplos acessos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Saldo positivo

Na tarde de segunda-feira, enquanto assistia o vídeo de organização para 2019 com a Thais Godinho, já estava pensando “poxa o último trimestre garantiu o saldo positivo deste ano”, ainda com a vibração do último sábado à noite quando fiz meu plano de ação 2019. Já impaciente acelerei o vídeo e busquei esta escrita que me organiza numa simples tela em branco.

Nossa! Escrever tem sido transformador.

Este ano foi atípico em minha vida. Agora, consegui compreender que algumas escolhas foram feitas de modo intuitivo numa posição de autodefesa em relação aos caminhos caóticos em que de certa forma me coloquei. Neste movimento, dei um tempo para reequilibrar o meu interior, conseguir paz, levar a vida com uma postura positiva, realista, cheia de garra e motivação. Estou aprendendo a rever os meus planos dia após dia. Isso era o mínimo que eu poderia fazer.

A escuta interior, a contemplação das coisas simples da vida como um animal, minha família, a vista do meu apartamento, as leituras diárias têm trazido um contentamento, uma alegria de pilotar esta nave que é a minha própria vida (corpo, alma e espírito) cujo limite é o céu!
Imagem produzida com o App MomentCam, disponível para Android, iOS e Web.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Sobre o poder do hábito

Não é de hoje que vivo num continuum de criar e ajustar hábitos em minha formação. Ora com alguma agenda institucional, ora de forma mais tranquila com projetos pessoais a serem feitos num trabalho solitário, me refiro àqueles que se eu não fizer, ninguém poderá fazer por mim.

No atual momento, vivo com um “laço aberto” como diz David Allen (2014) em minha mente, enquanto busco caminhos e sigo na realização de ações essenciais para o fortalecimento intelectual, a fim de resolvê-lo sem mais delongas. Segundo o autor (idem), esses pensamentos absorvem nosso poder de concentração, foco e realização de ações significativas acerca de nossos propósitos.

Isso não quer dizer que esse processo de estudo será rápido ou devagar. Vupt! Lá vêm aquelas questões pertencentes à noção de tempo.

Bem, o que quero dizer e não disse logo, sem antes contextualizar o período atual, foi que ao remodelar meus planos de ação e reprojetar o hábito de estudo que envolve ler, escrever e consolidar as ações planejadas de acordo com cada propósito no dia a dia, principalmente naqueles dias sem o deslocamento para o trabalho. Em situações que fogem a minha rotina, como a visita de um parente, por exemplo, quando percebi, já tinha agido de modo muito impaciente e, logo, sem ao menos trocar o pijama, estava imersa na toca do coelho, lugar onde posso dar conta de meu próprio planejamento.

Deveras, esse comportamento se tornou mais pulsivo com a incorporação de um diário de papel, onde concentro meu Bullet Journal, o controle dos hábitos, o Commonplace book, minhas listas “Lendo”, “Lidos” e “Para ler” e anotações de aprendizagem. De fato, não tive problemas de concentração, mas, talvez de modo contraditório, a pulverização de informações atrapalhou o meu foco de trabalho
de tal maneira que sai do script ao extremo.

O poder do hábito é tão forte que retomei os insights e a escrita de meus textos. A mágica está em nossas mãos! Resta-nos fazer as escolhas mais coerentes com nossos propósitos. Partilhar esta experiência teve um objetivo motivacional para que você não se distancie de seus sonhos-projetos. Mesmo na temporalidade do caos.

Fontes:
Imagem produzida com o App MomentCam, disponível para Android, iOS e Web.

Postagens populares