Ideias que se transformam em palavras, que testam os nossos sentidos para além das frases, dos parágrafos. Lá se vai uma folha ao vento!
Depois a preferência da palavra, da frase pertence ao outro. Àquele que te lê e revira, através do texto, da fala podendo chegar a analisar e distorcer o discurso. Mas, tudo isso, extrapola as palavras ditas pelo escritor.
Um misto de prazer, inspiração, transpiração que cresce quando o escritor descarrega sua energia criadora na ponta da caneta, nas teclas de sua máquina de escrever. Essa criação pode ser provocada de inúmeras maneiras, uns dizem ser intuição, outros inspiração, com ou sem pesquisa, com ou sem pressão, autodisciplina que aperfeiçoa fluxo dos pensamentos, os movimentos dos dedos das mãos, o olhar, a busca… causando afetos e desafetos, em compassos variados, simples e complexos. Isso depende das associações que cada leitor de si mesmo e do outro pode fazer das coisas ditas do modo mais simples.
O autor e a obra, a obra que identifica o autor, o rastro de criação que chama, atrai o leitor numa relação afetiva própria do diálogo que se inaugura de algum modo. Uns se identificam com o estilo, outros pelos temas, mas seja qual for o interesse há um encontro quiçá marcado num tempo determinado para cada um e por caminhos com múltiplos acessos.
Seja bem-vindo ao Blog Leituras Diversas! O objetivo deste espaço de aprendizagem é socializar ideias e leituras em diferentes hipermídias e linguagens, além de cursos e eventos que fazem parte da formação inicial ou continuada de educadores. Convido a você internauta a conhecer o site Educação Online. Ciberabraços
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Saldo positivo
Na tarde de segunda-feira, enquanto assistia o vídeo de organização para 2019 com a Thais Godinho, já estava pensando “poxa o último trimestre garantiu o saldo positivo deste ano”, ainda com a vibração do último sábado à noite quando fiz meu plano de ação 2019. Já impaciente acelerei o vídeo e busquei esta escrita que me organiza numa simples tela em branco.
Nossa! Escrever tem sido transformador.
Este ano foi atípico em minha vida. Agora, consegui compreender que algumas escolhas foram feitas de modo intuitivo numa posição de autodefesa em relação aos caminhos caóticos em que de certa forma me coloquei. Neste movimento, dei um tempo para reequilibrar o meu interior, conseguir paz, levar a vida com uma postura positiva, realista, cheia de garra e motivação. Estou aprendendo a rever os meus planos dia após dia. Isso era o mínimo que eu poderia fazer.
A escuta interior, a contemplação das coisas simples da vida como um animal, minha família, a vista do meu apartamento, as leituras diárias têm trazido um contentamento, uma alegria de pilotar esta nave que é a minha própria vida (corpo, alma e espírito) cujo limite é o céu!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Sobre o poder do hábito
Não é de hoje que vivo num continuum de criar e ajustar hábitos em minha formação. Ora com alguma agenda institucional, ora de forma mais tranquila com projetos pessoais a serem feitos num trabalho solitário, me refiro àqueles que se eu não fizer, ninguém poderá fazer por mim.

No atual momento, vivo com um “laço aberto” como diz David Allen (2014) em minha mente, enquanto busco caminhos e sigo na realização de ações essenciais para o fortalecimento intelectual, a fim de resolvê-lo sem mais delongas. Segundo o autor (idem), esses pensamentos absorvem nosso poder de concentração, foco e realização de ações significativas acerca de nossos propósitos.
Isso não quer dizer que esse processo de estudo será rápido ou devagar. Vupt! Lá vêm aquelas questões pertencentes à noção de tempo.
Bem, o que quero dizer e não disse logo, sem antes contextualizar o período atual, foi que ao remodelar meus planos de ação e reprojetar o hábito de estudo que envolve ler, escrever e consolidar as ações planejadas de acordo com cada propósito no dia a dia, principalmente naqueles dias sem o deslocamento para o trabalho. Em situações que fogem a minha rotina, como a visita de um parente, por exemplo, quando percebi, já tinha agido de modo muito impaciente e, logo, sem ao menos trocar o pijama, estava imersa na toca do coelho, lugar onde posso dar conta de meu próprio planejamento.
Deveras, esse comportamento se tornou mais pulsivo com a incorporação de um diário de papel, onde concentro meu Bullet Journal, o controle dos hábitos, o Commonplace book, minhas listas “Lendo”, “Lidos” e “Para ler” e anotações de aprendizagem. De fato, não tive problemas de concentração, mas, talvez de modo contraditório, a pulverização de informações atrapalhou o meu foco de trabalho
de tal maneira que sai do script ao extremo.
O poder do hábito é tão forte que retomei os insights e a escrita de meus textos. A mágica está em nossas mãos! Resta-nos fazer as escolhas mais coerentes com nossos propósitos. Partilhar esta experiência teve um objetivo motivacional para que você não se distancie de seus sonhos-projetos. Mesmo na temporalidade do caos.
No atual momento, vivo com um “laço aberto” como diz David Allen (2014) em minha mente, enquanto busco caminhos e sigo na realização de ações essenciais para o fortalecimento intelectual, a fim de resolvê-lo sem mais delongas. Segundo o autor (idem), esses pensamentos absorvem nosso poder de concentração, foco e realização de ações significativas acerca de nossos propósitos.
Isso não quer dizer que esse processo de estudo será rápido ou devagar. Vupt! Lá vêm aquelas questões pertencentes à noção de tempo.
Bem, o que quero dizer e não disse logo, sem antes contextualizar o período atual, foi que ao remodelar meus planos de ação e reprojetar o hábito de estudo que envolve ler, escrever e consolidar as ações planejadas de acordo com cada propósito no dia a dia, principalmente naqueles dias sem o deslocamento para o trabalho. Em situações que fogem a minha rotina, como a visita de um parente, por exemplo, quando percebi, já tinha agido de modo muito impaciente e, logo, sem ao menos trocar o pijama, estava imersa na toca do coelho, lugar onde posso dar conta de meu próprio planejamento.
Deveras, esse comportamento se tornou mais pulsivo com a incorporação de um diário de papel, onde concentro meu Bullet Journal, o controle dos hábitos, o Commonplace book, minhas listas “Lendo”, “Lidos” e “Para ler” e anotações de aprendizagem. De fato, não tive problemas de concentração, mas, talvez de modo contraditório, a pulverização de informações atrapalhou o meu foco de trabalho
de tal maneira que sai do script ao extremo.
O poder do hábito é tão forte que retomei os insights e a escrita de meus textos. A mágica está em nossas mãos! Resta-nos fazer as escolhas mais coerentes com nossos propósitos. Partilhar esta experiência teve um objetivo motivacional para que você não se distancie de seus sonhos-projetos. Mesmo na temporalidade do caos.
Fontes:
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Escrever para organizar
Olá Amig@,
Faz tempo que desejo ter esta conversa com você, mas não antes de realizar alguns movimentos outros para que este post fosse escrito e publicado. A intenção é tecer uma breve reflexão do que fizemos desde janeiro de 2009 e marcar uma nova fase de vida e carreira que aos poucos será desvelada aqui no Leituras Diversas Blog.
O Leituras Diversas Blog foi criado com a intenção de divulgar ideias, eventos, cursos, leituras, reflexões em vários formatos sob temas culturais e educativos. Desde então, tivemos desde simples compartilhamentos de links, narrativas e várias reconfigurações de estilo, enquanto experimentamos a convergência de mídias e novas hipermídias. Claro que tudo isso está implicado com as fases de desenvolvimento da plataforma Google, enquanto artefato cultural de aprendizagem da cibercultura. De fato, essa empresa cresceu exponencialmente e alavancou transformações significativas em nossos cotidianos. Inovou com tendências de usabilidade em interfaces comunicacionais cada vez mais intuitivas e responsivas. A personalização do sistema se tornou possível de modo democrático e, isso permitiu aos usuários partilharem de uma cultura de cocriação de modo ampliado, a ponto de termos “um sol para cada um”, ou seja, um Google do jeito que você quiser.
No decorrer dos anos e paralelo a esses tempos de imersão na cibercultura, vou saltar para algumas apreensões que me ocorreram de 2014 para cá. Outro dia assisti um vídeo da Youtuber Thais Godinho no canal Vida Organizada que citou a história do sapo numa panela no fogo aquecendo até ele morrer sem sentir. De certa maneira, isso aconteceu comigo, com alguns de meus projetos que num rebuliço social foram escorregando de minhas mãos como areia sem que eu conseguisse de fato agarrá-los. Um caos compartilhado com muitas pessoas, principalmente no Estado do Rio de Janeiro e também por alguns amigos mais chegados. Daí alguns disseram, nós também vivemos dias difíceis. Ao que eu respondo, cada um com o seu. Só sei que não consegui ser capaz de reorganizar a vida e ter a paz interior para seguir com sentido no aprimoramento de tudo aquilo que demorei anos construindo como oportunidade. Apesar de ser areia e não água, eu não consegui reter muita coisa.
Nesse processo, questões como fé, crenças, amor, sonhos, foco… foram se esvaindo de minha racionalidade. Por enquanto, só dá para tratar de forma genérica mesmo. Espero conseguir falar sobre todas esses “laços abertos” aos poucos, assim como resolvê-los. O primeiro passo foi parar tudo, ficar comigo mesma, buscar minha paz interior, visualizar o que eram meus projetos, o que fiz e os acordos que quebrei, o que quero daqui em diante, ainda não consegui ousar em tecer novos sonhos, por hora quitar as pendências se tornou prioridade para seguir nesse processo. Assim, o segundo passo foi reaprender a aprender, retornar e recorrer às leituras elementares que ajudaram a rever os processos, corrigir as necessidades, atualizar os conhecimentos, saberesfazeres… para agora, retomar a escrita com a minha essência, descobrindo o meu estilo não só na escrita, mas em outras áreas da vida.
Escrever me ajuda a esvaziar a mente, destravar, relaxar, ganhar o distanciamento necessário para rever o que é preciso num ou mais projetos, limpar o campo minado, ainda que haja arame farpado pelo litoral. O importante é pensar nas ações para garantir o movimento da vida. O que esse emaranhado da vida particular tem haver com o Leitura Diversas Blog? A autoria, o poder de dizer o que deseja de forma aberta ao mundo e, a partir daí, tecer outras provocações...
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